A Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato de Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) repudiaram a agressão sofrida pela repórter Heloísa Vilella, do veículo ICL Notícias, no Salão Verde da Câmara dos Deputados na manhã desta quinta-feira (30). Durante uma transmissão ao vivo, uma militante bolsonarista interrompeu a jornalista, desrespeitando não apenas a profissional, mas toda a imprensa livre.
Em nota conjunta, o SJPDF e a Fenaj defenderam a trajetória exemplar de Vilella, que atuou como correspondente internacional nos Estados Unidos por quase duas décadas. Ela cobriu eventos como os atentados de 11 de setembro de 2001, o furacão Katrina, o terremoto do Haiti, eleições presidenciais americanas e, recentemente, o conflito na Cisjordânia. As entidades destacaram que sua competência e coragem sempre foram marcas de uma carreira dedicada à verdade.
Esta não foi a primeira vez que a repórter foi vítima de ataques. Em 2022, em Nova York, foi hostilizada por um bolsonarista que gritou “Lixo! Lixo!” durante transmissão ao vivo da Assembleia Geral da ONU. Em 2024, sofreu campanha de ódio e misoginia orquestrada por aliados do bolsonarismo após defender a colega Juliana Dal Piva.
As organizações sindicais repudiaram o episódio de violência contra a imprensa e exigiram das autoridades da Câmara dos Deputados e das forças de segurança a imediata identificação e responsabilização da agressora. Elas se solidarizaram com Heloísa Vilella, colocando-se à disposição para o que for necessário. “A liberdade de imprensa não se negocia – e jornalista agredida é democracia ferida”, enfatizaram o SJPDF e a Fenaj.
Com informações da Agência Brasil.
