Os trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) aprovaram uma greve que começou à meia-noite desta segunda-feira (3), paralisando as linhas 11, 12 e 13. A decisão foi tomada em assembleia da categoria, que é representada pelo Sindicato dos Trabalhadores(as) em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil.
O principal motivo da paralisação é a cobrança por uma revisão do processo de privatização das linhas. A concessão foi concluída em julho e está temporariamente suspensa. A suspensão ocorreu após um incêndio na primeira semana de atividades da empresa Trívia, que havia assumido a operação.
A mobilização já havia sido aprovada há duas semanas, quando a categoria estabeleceu um prazo para negociar com o governo estadual. A greve não afeta as demais linhas de trem do sistema paulista.
Entre as reivindicações estão a garantia de emprego para 4 mil trabalhadores e o cancelamento da privatização. A categoria considera o processo pouco transparente e lesivo aos interesses dos paulistas e dos próprios funcionários.
O governador Tarcísio de Freitas defende a concessão. Para ele, a medida é essencial para a expansão e modernização do atendimento na região metropolitana. O governo também comemorou o modelo como um exemplo para futuras concessões em outros serviços públicos.
