Enquanto a pré-lista do Brasil para a Copa do Mundo de 2026 segue em segredo, a Argentina tomou o caminho oposto e divulgou oficialmente os 55 nomes enviados pelo técnico Lionel Scaloni à FIFA. O documento trouxe um dado constrangedor para o futebol brasileiro.
Dos cerca de 50 argentinos que atuam atualmente nas Séries A e B do Campeonato Brasileiro — 38 na elite e 12 na segunda divisão — apenas dois foram lembrados pelo técnico campeão do mundo. Ambos são do Palmeiras: o lateral Agustín Giay e o atacante Flaco López.
Nenhum argentino de Flamengo, Corinthians, São Paulo, Atlético-MG, Botafogo, Cruzeiro ou Vasco foi convocado.
A lista de Scaloni mostra que a elite técnica da Argentina continua concentrada na Europa e nos grandes clubes de Buenos Aires, não no Brasil. Entre os clubes com mais convocados estão: Atlético de Madrid (Espanha), com 7 jogadores; River Plate (Argentina), com 5; Olympique de Marseille (França), com 4; e Boca Juniors (Argentina), com 3. Palmeiras, Benfica, Chelsea e Inter Miami aparecem com 2 cada.
Por país, a distribuição também chama a atenção. A Espanha lidera com 11 convocados. A Inglaterra aparece em segundo, com 9, seguida pela Argentina, com 8, e pela França, com 6. O futebol brasileiro, apesar do poder financeiro crescente, surge como coadjuvante no fornecimento de atletas para a atual campeã mundial.
A conclusão é que o Brasileirão pode ter muitos argentinos, mas poucos têm nível de seleção. Como disse o comentarista Neto, da Band, talvez haja um excesso de “pé de rato argentino” atuando por aqui. A pré-lista de Scaloni sugere isso.
