O pregador católico e terapeuta Anderson Reis rebateu as críticas feitas ao curso do ator Juliano Cazarré, chamado “O Farol e a Forja”. A iniciativa, que aborda masculinidade e cristianismo, foi alvo de críticas de artistas como Marjorie Estiano e Elisa Lucinda, que apontaram que o projeto reforça discursos de violência de gênero.
Em entrevista, Anderson Reis defendeu o curso. “Uma das iniciativas mais necessárias em nosso tempo. O título ‘Farol’ representa direção — e os homens perderam a direção em sua belíssima vocação, fracassando exatamente onde mais deveriam prosperar: na família”, afirmou.
O terapeuta, que estuda o comportamento masculino, disse que observa em sua prática clínica mulheres reclamando de maridos com vícios em jogos, celular e pornografia. “Tenho pacientes cujos esposos começam a jogar às 20h e só param entre duas e três da manhã. Não há diálogo, afeto, cumprimento dos deveres conjugais — quanto menos vida sexual”, afirmou.
Para ele, esses casos não são isolados. “É uma epidemia silenciosa que destrói famílias por dentro, sem barulho, sem que ninguém perceba até que o estrago já está feito”, disse. Anderson Reis destacou que a raiz do problema, em sua visão, é a ausência de uma boa paternidade. “O homem precisava de um pai presente”, completou.
O pregador também falou sobre sua própria história. Abandonado pelo pai aos três anos, ele relatou ter sofrido abuso sexual e desenvolvido vício em pornografia. “Vivia exatamente aquilo que hoje vejo nos homens que chegam destruídos ao meu consultório”, relembrou. Ele atribuiu sua transformação às orações de sua mãe e à conversão religiosa.
Hoje casado e com cinco filhos, Anderson Reis afirmou que usa sua história como instrumento de trabalho. “Quando um homem ferido me olha e percebe que eu estive onde ele está, algo se abre nele”, disse. Ele concluiu com um apelo direto aos homens: “Busque a Deus. Insira ordem e disciplina no seu dia. Fuja dos vícios. Ame a sua esposa e os seus filhos.”
