18/07/2026
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Parada LGBTQIA+ no Rio exige mais representação política

Parada LGBTQIA+ no Rio exige mais representação política

A 4ª Parada LGBTQIA+ foi realizada neste domingo (28) na Lapa, região central do Rio de Janeiro, marcando o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+. O evento teve como tema “Nosso Orgulho Também se Defende nas Urnas” e contou com o lançamento de um manifesto que pede mais representantes da população LGBT no Congresso Nacional.

Além da celebração, a parada buscou a mobilização social e o enfrentamento às violências históricas contra travestis, transexuais, pessoas trans periféricas, lésbicas, bissexuais e intersexo. O documento também reivindica empregabilidade trans, educação e saúde pública de qualidade, além de políticas públicas humanizadas e acesso universal aos direitos básicos.

Indianarae Siqueira, fundadora da Casa Nem, afirmou que a comunidade precisa eleger pessoas comprometidas com suas demandas. Em ano eleitoral, segundo ela, o voto deve defender a democracia e os direitos sociais. Indianarae também defendeu o fim da escala 6 x 1 e um salário mínimo de R$ 2 mil ainda este ano, além de condições justas para trabalhadores autônomos e informais.

O manifesto reivindica segurança para mulheres, pessoas negras, periféricas e LGBTQIA+, para que não sejam tratadas como problema na segurança pública. Indianarae disse que os eleitores LGBTQIA+ irão às urnas em outubro para defender a democracia e contra golpistas. “Nossos corpos são políticos, nosso voto é resistência”, afirmou.

Marcio Villard, coordenador do Grupo Pela Vidda do Rio de Janeiro, disse que a comunidade enfrenta dificuldades pela falta de leis aprovadas pelo Legislativo. Segundo ele, muitas garantias vêm do Supremo Tribunal Federal e de decisões judiciais, mas faltam normas como as existentes na Argentina e na Colômbia. Ele mencionou o aumento anual de assassinatos e violência contra pessoas LGBTs, além de retrocessos como a proibição de terapia hormonal antes dos 21 anos e tentativas de proibir paradas em vias públicas.

A 4ª Parada LGBTQIA+ foi organizada por movimentos como Casa Nem, Grupo Transrevolução, Fórum Estadual de Travestis e Transexuais do Rio de Janeiro, Marcha Trans RJ, Liga Transmasculina Carioca João W. Nery, coletivos trans de universidades, AGANIM, Artgay, BrCidades-Rio, Fórum LGBT de Maricá, Frente LGBTIA+, Grupo Pela Vidda e o Coletivo LGBTI+ do Movimento Negro Unificado.

A programação incluiu um festival de pipas no Aterro do Flamengo, um piquenique na Praça Paris, testagens rápidas de HIV e outras ISTs, distribuição de camisinhas e gel lubrificante, além de uma feira com 30 empreendedores LGBTQIA+.

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