11/07/2026
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Futebol brasileiro cai para 7º no ranking de valor de mercado

Futebol brasileiro cai para 7º no ranking de valor de mercado

O levantamento do CIES (Centro Internacional de Estudos do Esporte) sobre o valor de mercado das seleções da Copa do Mundo coloca o Brasil na sétima colocação do ranking. O elenco brasileiro foi avaliado em 821 milhões de euros, ficando atrás de Inglaterra, França, Espanha, Alemanha, Portugal e Holanda.

A comparação histórica chama a atenção. Em 2017, quando Neymar foi vendido pelo Barcelona ao PSG, a transferência custou 222 milhões de euros. Sozinho, Neymar valia naquela época cerca de 27% de todo o elenco brasileiro atual. Um único jogador representava mais de um quarto do valor de mercado de toda a Seleção de 2026.

O dado mostra uma mudança na matéria-prima do futebol brasileiro. O país que produziu Pelé, Ronaldo, Romário, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e o próprio Neymar hoje não possui nenhuma superestrela consolidada capaz de concentrar tamanho valor. O mercado vê um grupo equilibrado, sem aquele craque incontestável que dominava a cena mundial.

O jogador mais valioso da Seleção Brasileira é o jovem atacante Rayan, revelado pelo Vasco e hoje no futebol inglês. Ele foi avaliado em 100 milhões de euros. Trata-se de um atleta que não é titular ou reserva imediato, sendo talvez uma terceira opção de Ancelotti para o ataque. É uma situação rara para uma potência mundial: o ativo mais valioso do elenco não é o principal jogador da equipe.

O ranking também coloca em perspectiva alguns temores em relação aos adversários. Marrocos, apontado como uma das seleções mais perigosas fora do eixo tradicional, possui um elenco avaliado em cerca de 400 milhões de euros. O valor é praticamente a metade do da Seleção Brasileira. Sob a ótica financeira, ainda existe uma distância considerável entre os dois países.

O dado mais curioso está logo atrás do Brasil. A Argentina, atual campeã mundial e apontada como uma das favoritas ao título, aparece na oitava posição, com 764 milhões de euros. A Argentina vale menos que a Seleção Brasileira segundo os critérios do mercado.

A conclusão é que o dinheiro ajuda a medir talento, potencial e perspectiva de carreira, mas não ganha jogo. Se ganhasse, a Inglaterra seria favorita absoluta a cada Copa do Mundo.

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