11/07/2026
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Damares ameaça deixar campanha de Flávio

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) ameaça desistir de colaborar com a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência. A parlamentar se irritou com os ataques de aliados do presidenciável contra ela e Michelle Bolsonaro nas redes sociais. A briga ocorre em meio a uma disputa interna no núcleo bolsonarista.

Damares já avisou que não vai ao encontro de Flávio com lideranças femininas, marcado para esta quarta-feira (1) em Brasília. Pessoas próximas à senadora afirmam que ela pode deixar de colaborar com o plano de governo da campanha. A ex-ministra de Jair Bolsonaro havia sido convidada para ajudar na redação de programas voltados a direitos humanos e assistência social.

O convite partiu de Daniella Marques, ex-presidente da Caixa no governo Bolsonaro e cotada para ser vice de Flávio. A ideia era um aceno ao eleitorado feminino, ponto fraco do pré-candidato. A crise, porém, coloca os planos em risco.

Michelle Bolsonaro divulgou na semana passada um vídeo de 27 minutos com críticas ao enteado. Ela reclama de divergências sobre palanques estaduais do PL. Damares saiu em defesa da ex-primeira-dama, mas evitou confirmar presença no evento de Flávio.

A senadora foi cobrada nas redes por Paulo Figueiredo, aliado do deputado cassado Eduardo Bolsonaro. Ele a criticou por dizer que estava “orando” para decidir sobre a participação. Damares respondeu, e a troca de farpas continuou. Figueiredo insinuou que ela não abraçou a agenda bolsonarista contra o STF.

O bolsonarista Oswaldo Eustáquio também atacou Damares, chamando-a de “feminista” e fazendo insinuações sobre sua vida pessoal. A senadora ficou irritada com a situação.

No vídeo, Michelle denunciou ataques de um “grupo do exterior” à sua vida pessoal e política. A referência foi a Eduardo e outros bolsonaristas “autoexilados”. A crise levou Michelle a renunciar à presidência do PL Mulher na terça-feira (30).

Damares divulgou nota sobre a saída da aliada. Ela disse que Michelle “tem uma causa, e não um projeto de poder”. A senadora afirmou que a ex-primeira-dama não está “jogando a toalha” e que plantou sementes para as mulheres na política.

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