16/08/2026
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Bolsa abre com atraso e dólar sobe com Fed e balanços no radar

Bolsa abre com atraso e dólar sobe com Fed e balanços no radar

A Bolsa brasileira iniciou as negociações por volta das 12h45 desta sexta-feira (31), após quase três horas de atraso por problemas operacionais na B3. O dólar operava em leve alta, com os investidores acompanhando a temporada de balanços corporativos e os indicadores econômicos dos Estados Unidos divulgados na véspera. Às 14h55, a moeda norte-americana subia 0,18%, cotada a R$ 5,071.

A abertura estava prevista para as 10h, mas a B3 informou que os ativos cambiais e os demais ativos permaneceram em leilão até a normalização do sistema. A negociação de todos os ativos foi retomada às 12h30, e o atraso foi causado por uma intercorrência operacional em um componente tecnológico do ambiente de pós-negociação. A Bolsa afirmou que a medida foi preventiva para preservar a integridade das informações e a segurança dos processos.

Às 14h50, o Ibovespa subia 0,63%, aos 178.278 pontos. As ações do Santander Brasil (SANB11) avançavam 13,34% às 15h, cotadas a R$ 28,62. Na quinta-feira (30), o banco anunciou a intenção de lançar uma oferta pública para adquirir todas as ações em circulação de sua operação brasileira, que representam cerca de 10% do capital social. A proposta prevê uma oferta de permuta, na qual os acionistas receberiam novas ações emitidas pelo Santander global e listadas no Brasil.

Em Wall Street, os principais índices operavam em alta nesta sexta. Às 15h01, o S&P 500 avançava 0,61%, o Dow Jones tinha alta de 0,55% e o Nasdaq subia 0,82%. Segundo Bruno Yamashita, coordenador de alocação e inteligência da Avenue, o desempenho dos mercados tem sido impulsionado pelos resultados corporativos, em especial das empresas de tecnologia. Ele destaca os balanços de Microsoft e Amazon, impulsionados pelo segmento de computação em nuvem. “Aquele medo que vimos em outros momentos recentes em termos de inteligência artificial deu lugar novamente ao otimismo”, afirma.

Na última quarta (29), o Fed manteve a taxa de juros na faixa de 3,5% a 3,75% pela quinta reunião consecutiva. Kevin Warsh, presidente do Fed, defendeu a meta de inflação de 2% e admitiu desconforto com os preços elevados nos EUA. Para Yamashita, a agenda de resultados deixou em segundo plano o conflito no Oriente Médio, embora as tensões na região sustentem a alta do petróleo. Às 15h02, o barril do Brent era negociado a US$ 88, com alta de 1,31%.

Na quinta-feira (30), os Estados Unidos voltaram a bombardear o Irã, em retaliação ao ataque de Teerã contra forças americanas na Jordânia. Donald Trump antecipou os ataques horas antes na Casa Branca. Os alvos foram centros de comando e instalações de drones da Guarda Revolucionária, segundo o Comando Central das Forças Armadas dos EUA.

No Brasil, os investidores acompanham o cenário fiscal. A dívida bruta do país fechou junho em 81,9% do PIB, ante 81% em maio, e a dívida líquida passou de 67,9% para 68,5% do PIB. Para Olívia Flôres de Brás, CEO da Magno Investimentos, os números das contas públicas reforçam a necessidade de cautela. “O governo gasta no presente, o mercado recalcula o futuro e o contribuinte descobre que sempre esteve na planilha”, afirma. A especialista acrescenta que a queda de 0,77% do IPP em junho trouxe alívio para a indústria, mas avalia que a desinflação não elimina a necessidade de disciplina fiscal.

As taxas dos juros futuros exibiam leves altas no início da tarde. Às 12h50, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,93%, e o DI para janeiro de 2035 marcava 14,715%. O movimento acompanhava a alta dos rendimentos dos Treasuries, que avançavam pela terceira sessão consecutiva. Às 12h50, o rendimento do Treasury de dez anos subia para 4,733%.

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