01/04/2026
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Duda Salabert deixa PDT e retorna ao PSOL

A deputada federal Duda Salabert deixou o PDT para voltar a se filiar ao PSOL. Ela definiu o movimento como um “retorno às origens”.

A parlamentar havia deixado o PSOL em 2019, após divergências internas, e ingressado no PDT. Por essa legenda, foi eleita vereadora em Belo Horizonte e, depois, deputada federal por Minas Gerais. Agora, ela afirma buscar um projeto de esquerda “mais amplo e sem amarras a agendas sem sentido”.

A saída do PDT foi negociada e não envolveu disputa judicial. “O partido hoje é outro, e eu também sou outra”, declarou Salabert. Ela agradeceu ao PDT pelo período em que esteve filiada.

A presidente nacional do PSOL, Paula Coradi, disse que o retorno da deputada tem um caráter estratégico. Segundo ela, a entrada de Duda fortalece a pauta ambiental do partido e ajuda a ampliar a coesão ideológica da sigla para as próximas eleições.

Com a nova filiação, o PSOL recebe de volta uma de suas principais lideranças em Minas Gerais. Em 2018, ainda pelo partido, Duda foi candidata ao Senado e recebeu 351.874 votos, a maior votação da legenda no estado naquele ano. Ela não se elegeu, mas ganhou projeção nacional por ter sido a primeira pessoa transgênero a disputar o cargo.

No PDT, ela se consolidou como uma das principais puxadoras de votos. Em 2020, foi eleita a vereadora mais votada da história de Belo Horizonte, com 37.613 votos. Em 2022, conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados com 208.332 votos, a terceira maior votação de Minas Gerais naquele pleito.

O retorno de Duda Salabert ao PSOL ocorre em um momento de rearticulação das forças de esquerda para as eleições de 2026. A movimentação partidária de figuras com alto capital político é observada como um termômetro para as futuras alianças. A capacidade de atrair votos, demonstrada pela deputada em pleitos anteriores, é um fator considerado pelos partidos na busca por espaço no Congresso Nacional e nas assembleias estaduais.

A trajetória política de Salabert, marcada por quebras de barreiras e altas votações, ilustra mudanças no perfil de lideranças eleitas no país. Sua transição entre partidos com perfis ideológicos semelhantes reflete também disputas internas e busca por ambientes políticos onde suas bandeiras, como a causa ambiental e os direitos LGBT+, possam ser priorizadas.

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